terça-feira, 8 de abril de 2014

Ressurreição, uma atitude

Queridas Universitárias, agora chegou a nossa altura de perceber o que é verdadeiramente para nós a ressurreição e qual a sua importância. Este é o ideal de todos os cristãos, subir aos céus para junto de Deus, mas poucas são as vezes que nos lembramos daquilo que Jesus passou para lá chegar e do tão pouco que fazemos, tomando-o como um dado adquirido.
              Deus ama-nos incondicionalmente, mas como uma relação justa, é preciso que nós também trabalhemos para tal. Dêmos algo de nós. Nesta época de Quaresma, e na última etapa dos 40 Originais, propomos que façam um exame de consciência completamente sincero e que se confessem, para que se sintam capazes e merecedoras desta recompensa tão grande que Deus nos dá de podermos ir para junto dele.


Exame de consciência e Revisão de Vida
I. Oração e Vida Espiritual


1 - Como tenho vivido a Missa ao Domingo? Estou atento ao Evangelho? Aproveito para ouvir e falar com Jesus depois da comunhão?
2 - Paro para agradecer a Deus tudo o que Ele me dá e se preocupa comigo, o "pão nosso de cada dia"?
3 - Tenho-me preocupado por rezar? Quanto tempo lhe dedico a Deus do dia-a-dia?
4 - Sou tão fiel ginásio ou aos treinos semanais como ao Santuário? Consigo parar a sério uma vez por semana no Santuário?
5 - Quem é o Rei da minha vida - "venha a nós o vosso Reino"? Deus ou Eu? Estou realmente preocupado por descobrir e realizar a vontade de Deus na minha vida - "seja feita a vossa vontade"?
6  - Quando foi a ultima vez que me confessei? Gostava de fazê-lo mais frequentemente?


II. Auto-educação e Autodomínio


7 - Sou fiel ao meu Horário Espiritual (se o tiver)? Está adaptado à minha maneira de ser? Deixo-me levar pelo perfeccionismo que paralisa ou sou flexível e estou disposto a começar todos os dias?
8 - Tem sentido para mim o acompanhamento espiritual? Tenho-o aproveitado para me conhecer, trabalhar a mim próprio e agarrar a vida nas mãos?
9 - Sou capaz de desligar o computador ou telemóvel e não estar sempre online? Sou livre ou sou escravo da Internet, facebook, sms, etc...?
10- Tenho pouca disciplina e controlo pessoal? Levanto-me tarde? Chego sempre atrasado...?
11 - Sou consumista? Nunca chega tudo o que tenho? Tento viver com sobriedade e com especial sensibilidade para com aqueles que têm dificuldades económicas?
12 - Como reajo «quando o sofrimento me bate à porta?


III. Universidade


13 - Reconheço nos meus estudos universitários uma missão especialmente encomendada por Deus?
14 - Luto pela excelência académica?
15 - Sou competitivo? Se sim porquê?
16 - Como lido com os nervos nos exames? Sei confiar?
17 - O que é que faço quando não me apetece estudar ou não me interesso por uma cadeira?
18 - Tento viver a minha Aliança com Maria, entregando-lhe os meus estudos para o Capital de graças?


IV. Amor ao próximo: família, amigos, namorada, grupo de vida, ramo, apostolado/projecto…


19 - Como está a relação com a minha família: pais, irmãos, avós...?
20 - O que é que estou a fazer pelo meu grupo de vida? Estou mais preocupado em dar do que receber?
21 - O que é que eu e o meu grupo estamos a fazer pelo ramo e a Família de Schoenstatt?
22 - Estou envolvido nalgum projecto ou Apostolado? Estou realmente comprometido?
23 - Se tenho namorado, como estou a viver o namoro? Faz de mim uma pessoa melhor, invisto no dialogo...?
24 - Soube perdoar os outros como Deus me perdoa a mim - "perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido"?
25 - Reconheço os meus erros e sei perdoar-me a mim próprio e pedir perdão com humildade? Ou estou sempre a justificar-me?
26 - Como lido com as criticas que os outros me fazem? Sei ouvir? Assumo a minha responsabilidade? Permito que outras pessoas me corrijam?
27 - Sou demasiado crítico, impaciente, por vezes indelicado e agressivo nas minhas atitudes e comentários?
28 - Deixo-me levar pela inveja porque no fundo não me aceito ou gosto de ser quem sou?
29 - Costumo julgar os outros e as suas intenções?
30 - Falo mal dos outros e alimento rumores e "fofocas"? Falo mal deles na sua ausência?
31 - Aceito os outros como são e valorizo a sua originalidade e maneira de ser ou exijo deles aquilo que não são ou não podem dar?
32 - Sou capaz de ouvir os outros com atenção para compreender as suas necessidades, dúvidas, projectos?
33 - Estou disposto a emprestar as minhas coisas e ajudar os que precisam com generosidade?

34 - Dou testemunho público da minha fé quando é necessário ou sou cobarde?

Ressurreição, um olhar



“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.”


Ressurreição, uma perspectiva

CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

“Queridos irmãos e irmã, bom dia!

Hoje retorno ainda com a afirmação “Creio na ressurreição da carne”. Trata-se de uma verdade não simples e longe de ser óbvia, porque, vivendo imersos neste mundo, não é fácil compreender as realidades futuras. Mas o Evangelho nos ilumina: a nossa ressurreição está estreitamente ligada à ressurreição de Jesus; o fato de que Ele ressuscitou é a prova de que existe a ressurreição dos mortos. Gostaria, então, de apresentar alguns aspectos que dizem respeito à relação entre a ressurreição de Cristo e a nossa ressurreição. Ele ressuscitou e porque Ele ressuscitou também nós ressuscitaremos.
Antes de tudo, a própria Sagrada Escritura contém um caminho para a fé plena na ressurreição dos mortos. Esta se exprime como fé em Deus criador de todo o homem – alma e corpo – e como fé em Deus libertador, o Deus fiel à aliança com o seu povo. O profeta Ezequiel, em uma visão, contempla os sepulcros dos deportados que são re-abertos e os ossos secos voltando a viver graças à infusão de um espírito vivificante. Esta visão exprime a esperança na futura “ressurreição de Israel”, isso é, no renascimento do povo dizimado e humilhado. (cfr Ez 37,1-14).

Jesus, no Novo Testamento, cumpre esta revelação, e liga a fé na ressurreição à sua própria pessoa e diz: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11, 25). De fato, será Jesus o Senhor que ressuscitará no último dia quantos acreditaram Nele. Jesus veio entre nós, fez-se homem como nós em tudo, exceto no pecado; deste modo, levou-nos consigo em seu caminho de retorno ao Pai. Ele, o Verbo encarnado, morto por nós e ressuscitado, doa aos seus discípulos o Espírito Santo como penhor da plena comunhão no seu Reino glorioso, que esperamos vigilantes. Esta espera é a fonte e a razão da nossa esperança: uma esperança que, se cultivada e protegida – a nossa esperança, se nós a cultivamos e a protegemos – torna-se luz para iluminar a nossa história pessoal e também a história comunitária. Recordemos isso sempre: somos discípulos d’Aquele que veio, vem todos os dias e virá no final. Se conseguirmos ter mais presente essa realidade, estaremos menos cansados do cotidiano, menos prisioneiros do efêmero e mais dispostos a caminhar com coração misericordioso na via da salvação

Um outro aspecto: o que significa ressuscitar? A ressurreição de todos nós virá no último dia, no fim do mundo, por obra da onipotência de Deus, O qual restituirá a vida ao nosso corpo reunindo-o à alma, em força da ressurreição de Jesus. Esta é a explicação fundamental: porque Jesus ressuscitou, nós ressuscitaremos; nós temos a esperança na ressurreição porque Ele nos abriu a porta para esta ressurreição. E esta transformação, esta transfiguração do nosso corpo é preparada nesta vida de relacionamento com Jesus, nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia. Nós, que nesta vida somos alimentados pelo seu Corpo e Sangue, ressuscitaremos como Ele, com Ele e por meio Dele. Como Jesus ressuscitou com o seu próprio corpo, mas não retornou a uma vida terrena, assim nós ressurgiremos com os nossos corpos que serão transfigurados em corpos gloriosos. Mas isto não é uma mentira! Isto é verdade. Nós acreditamos que Jesus ressuscitou, que Jesus está vivo neste momento. Mas vocês acreditam que Jesus está vivo? E se Jesus está vivo, vocês pensam que nos deixará morrer e não nos ressuscitará? Não! Ele nos espera, e porque Ele ressuscitou, a força da sua ressurreição ressuscitará todos nós.

Um último elemento: já nesta vida, temos em nós uma participação na Ressurreição de Cristo. Se é verdade que Jesus nos ressuscitará no fim dos tempos, é também verdade que, por um certo aspecto, com Ele já ressuscitamos. A vida eterna começa já neste momento, começa durante toda a vida, que é orientada para aquele momento da ressurreição final. E já ressuscitamos, de fato, mediante o Baptismo, fomos inseridos na morte e ressurreição de Cristo e participamos da vida nova, que é a sua vida. Portanto, à espera do último dia, temos em nós mesmos uma semente de ressurreição, aquela antecipação da ressurreição plena que receberemos por herança. Por isto, o corpo de cada um de nós é ressonância de eternidade, então deve ser sempre respeitado; e, sobretudo; deve ser respeitada e amada a vida de quantos sofrem, para que sintam a proximidade do Reino  de Deus, daquela condição de vida eterna para a qual caminhamos. Este pensamento nos dá esperança: estamos em caminho rumo à ressurreição. Ver Jesus, encontrar Jesus: esta é a nossa alegria! Estaremos todos juntos – não aqui na praça, mas em outro lugar – mas alegres com Jesus. Este é o nosso destino!”